Foto DR

O candidato do PSD à Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Tenreiro, afirmou hoje através de comunicado que a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) ficou “aquém das expetativas”. Segundo o cabeça de lista, a primeira crítica vai para  “o envolvimento da comunidade, ao ponto dos munícipes reclamantes não terem tomado prévio conhecimento das respostas às exposições por si antes apresentadas e na expetativa, lograda, do cumprimento da promessa, feita pelo presidente da Câmara Municipal, de que as mesmas teriam, todas elas, resposta”.

Com este gesto, de acordo com Carlos Tenreiro, “saiu reforçada a ideia que todo esse processo acabou por correr de forma atabalhoada e apressada, de tal modo que o esforço de reclamação não foi tido em consideração, levando a antever que o texto final desse documento não contemple aquelas legítimas vontades expostas, roçando o insulto a quem se interessou em reclamar”.

Em segundo lugar, “ressalta um gritante e inexplicável entrave ao desenvolvimento das freguesias no que concerne à sua expansão urbanística, num município que se encontra praticamente, todo ele, infra estruturado, mostrando-se inadmissível que terrenos localizados em frente a arruamentos públicos sejam penalizados na sua capacidade construtiva, numa medida desastrosa que contribui para a desertificação das aldeias, impedindo os mais jovens de ali poderem viver”.

“Igualmente grave foi assistir-se a um comportamento pouco ético da parte do actual presidente da câmara quando assumidamente, e de forma pública, encetou negociações com privados – na pendência do processo de revisão – para a alienação do Horto Municipal, uma área verde há muito defendida como tal pela comunidade, ao ponto de, em desespero de causa, e depois de denunciada publicamente a questão, a ter justificado, candidamente, pela criação de 2.000 empregos, como se os munícipes fossem criaturas acéfalas e não percebessem a evidente impostura”, frisou o candidato.